sexta-feira, 27 de novembro de 2015

REFLEXÃO: ACREDITE, SEGUNDO EINSTEN


"Aprenda com o passado, 
viva para o presente, 
acredite no futuro". 


(Albert Einstein)

ARTIGO: A MICROCEFALIA E O CASO BRASILEIRO

Saiba o que é e o que causa a microcefalia
(Por Camila Kosachenco - Diário Catarinense 25/11/2015)

  
Em coletiva realizada na manhã desta terça-feira, em Brasília, o Ministério da Saúde apresentou os números referentes aos casos de dengue, chikungunya, zika e microcefalia no país. Os dados fazem parte do Levantamento Rápido de Índice Aedes aegypti (LIRAa). 

De acordo com a pasta, há 739 casos suspeitos de microcefalia, má-formação que faz com que o cérebro não se desenvolva corretamente. De acordo com o ministro, há 90% de chance de as ocorrências da condição terem relação com zika vírus, doença que, assim como a dengue e a chikungunya, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Em Santa Catarina, ainda não foi registrado nenhum caso de zika e não há casos de microcefalia em investigação pelo Ministério da Saúde.  

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O QUE É A MICROCEFALIA? 

É uma má-formação congênita que faz com que a cabeça de um recém-nascido meça menos de 33 centímetros, o que significa que o cérebro não se desenvolveu da maneira correta. Após o nascimento, os bebês são submetidos a três exames de rotina, segundo o neonatologista do Hospital São Lucas da PUCRS Manoel Ribeiro. Um deles consiste em medir o perímetro encefálico da criança. 

O QUE OCASIONA A MICROCEFALIA? 

A condição pode ser ocasionada por diversos fatores, como substâncias químicas que a mãe ingere durante a gestação ou quando é infectada por bactérias e vírus. Conforme Ribeiro, as causas mais comuns são a toxoplasmose e a rubéola.

HÁ SEQUELAS?

Como o cérebro não se desenvolve, há um risco muito grande de a má-formação refletir em quadros de retardo mental ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. 

HÁ TRATAMENTO? 

Não existe tratamento, mas é possível minimizar as sequelas com acompanhamento pediátrico e neurológico. 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO? 

Ribeiro afirma que a microcefalia só pode ser diagnosticada após o nascimento. Durante o pré-natal, exames como ecografia, por exemplo, são capazes de apontar uma alta probabilidade para a má-formação. 

QUAIS ESTADOS REGISTRAM O MAIOR NÚMERO DE CASOS DE MICROCEFALIA? 

Segundo dados divulgados ontem, Pernambuco tem 487 casos suspeitos. Paraíba, 96; Sergipe, 54; e Rio Grande do Norte, 47. Ao todo, são 739 casos suspeitos em todo o Brasil. 

ESTÁ CONFIRMADO QUE O ZIKA VÍRUS É O CAUSADOR DO AUMENTO DE CASOS DE MICROCEFALIA NO PAÍS? 

Não. No entanto, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou que as chances de o vírus estar relacionado com o surto de microcefalia são de 90%. Os casos estão sendo investigados. A única evidência concreta até agora foi o genoma do vírus encontrado em duas gestantes da Paraíba que tiveram confirmação de microcefalia. 

QUEM É O TRANSMISSOR DO ZIKA? 

O mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya. 

SAIBA O QUE FAZER

A zika, a dengue e a chikungunya são doenças virais transmitidas exclusivamente pela picada do mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão entre pessoas.

ONDE PROCURAR AJUDA?

A orientação é se deslocar até uma unidade de saúde assim que uma pessoa apresentar sintomas de qualquer uma das doenças.

COMO COMBATER AS DOENÇAS?

O controle é feito com o extermínio do mosquito Aedes aegypti. Ele se desenvolve em locais com água parada. É fundamental o envolvimento da população para evitar sua proliferação. Para isso, recipientes que acumulam água devem permanecer fechados ou com a boca virada para baixo. Também é imprescindível autorizar a entrada dos agentes de combate à dengue em casa. Eles usam uniforme e são devidamente identificados.

COMO OCORRE A CONTAMINAÇÃO?

O mosquito pica uma pessoa com um dos vírus e é infectado. Ao picar outra pessoa, transmite a doença, que não é passada de uma pessoa para a outra. O mosquito costuma atacar no início da manhã e no final da tarde.


SAIBA COMO EVITAR A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO

Para saber mais informações sobre o zika vírus e as diferença de sintomas para dengue e chikungunya, acesse www.dengue.sc.gov.br

ARTIGO: ENTENDA O ZIKA VÍRUS, EM COMPARAÇÃO A DENGUE E CHIKUNGUNYA

Zika vírus: saiba mais sobre transmissão, sintomas e tratamento
(Do G1, em São Paulo - 26/05/2015) - Com adaptação do Blog Gera Saúde.

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zika vírus foi identificado no Brasil pela primeira vez no final de abril por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pertencente à mesma família dos vírus da dengue da febre amarela, o zika é endêmico de alguns países da África e do sudeste da Ásia. Veja perguntas e respostas sobre a doença:

Como ocorre a transmissão?

Assim como os vírus da dengue e do chikungunya, o zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A prevenção, portanto, segue as mesmas regras aplicadas a essas doenças. Evitar a água parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, é a principal medida.

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da doença provocada pelo zika vírus são febre intermitente, erupções na pele, coceira e dor muscular. Segundo a infectologista Rosana Richtmann, a boa notícia é que o zika vírus é muito menos agressivo que o vírus da dengue: não há registro de mortes relacionadas à doença. A evolução é benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente em um período de 3 até 7 dias.

Como é o tratamento?

Não há vacina nem tratamento específico para a doença. Segundo informações do Ministério da Saúde, os casos devem ser tratados com o uso de paracetamol ou dipirona para controle da febre e da dor. Assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado por causa do risco aumentado de hemorragias.

Qual é a diferença entre dengue, chikungunya e zika?

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a dengue a mais perigosa. 

A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença.

O Aedes aegypti pode transmitir mais de uma doença ao mesmo tempo?

Segundo estudos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é possível que um mosquito transmita dengue e chikungunya ao mesmo tempo a um paciente. Ainda não há estudos, porém, que avaliem a possibilidade de o zika vírus ser transmitido simultaneamente aos outros dois vírus.

Quando foi descoberto?

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, de Uganda. A partir da década de 1950, foram registradas evidências do zika vírus em humanos em países da África e Ásia. Atualmente, há também registro de circulação esporádica do vírus na Oceania e casos importados foram descritos em países como Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Saiba mais:




Previna-se!!!

ARTIGO: PESQUISA COM FOSFOETANOLAMINA - PARA POSSÍVEL TRATAMENTO DO CÂNCER

Ministro assina contrato de liberação de verbas para pesquisa com a fosfoetanolamina 
(Por Ascom do MCTI - 26/11/2015)

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Documento libera R$ 2 milhões para que os laboratórios possam dar início aos testes pré-clínicos da substância. Prazo mínimo para conclusão da primeira etapa de ensaios é de sete meses. Pansera destacou o anseio das famílias por uma resposta do Governo em relação à questão.

O ministro Celso Pansera assinou na tarde desta quarta-feira (25) a liberação de R$ 2 milhões para as pesquisas sobre a eficácia e a segurança da fosfoetanolamina tenham início. O montante será disponibilizado aos laboratórios credenciados para conduzir os experimentos por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). Os testes pré-clínicos com a substância que pode ter a propriedade de tratar o câncer devem durar ao menos sete meses. 

"O que nós queremos é mostrar para a população brasileira, principalmente para as famílias que possuem doentes, é que o MCTI está agindo com rigor, mas também com muita agilidade, porque existe uma comoção nacional, existe um anseio das famílias por uma resposta do Governo em relação à questão do tratamento do câncer, e a nossa obrigação é agir dessa forma: com eficiência, rapidez, para dar uma resposta para o povo brasileiro", afirmou Pansera.

Serão três as unidades de pesquisa laboratorial: o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP), de Florianópolis (SC); o Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), de Fortaleza (CE), ligado à Universidade Federal do Ceará (UFC); e o Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas (LassBio), do Rio de Janeiro (RJ), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

As análises serão divididas em três subprojetos, cada um coordenado por um laboratório. Os resultados serão compartilhados entre as instituições para que os estudos locais sejam conduzidos com base em referenciais cientificamente comprovados pelas contrapartes. O presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, destacou a interdependência das ações entre os três atores para que a pesquisa tenha sucesso.

"O trabalho é interdependente, um depende do outro para dar continuidade à sua pesquisa. É uma etapa muito importante para sabermos se a fosfoetanolamina é realmente eficaz. Queremos dar tranquilidade para a sociedade no menor tempo possível", destacou Chaimovich. 

Procedimento

O MCTI já requereu à Universidade de São Paulo (USP) 500 gramas de fosfoetanolamina sintética, que foi inicialmente desenvolvida no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), unidade do campus de São Carlos (SP). O material será, então, distribuído aos laboratórios credenciados para que as pesquisas de segurança farmacológica e eficácia do possível medicamento sejam cientificamente comprovadas.

O passo inicial é a verificação do processo de produção do composto desenvolvido por Gilberto Chierice, de acordo com a patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Após esta etapa, será testada a formulação da substância seguindo métodos diferentes

Há também a determinação da dosagem em animais de experimentação, ao mesmo tempo em que são feitos testes em baterias de tumores em ratos e camundongos, para avaliar qual é a dosagem adequada. Após esta etapa, os pesquisadores vão avaliar nas cobaias qual a melhor formulação para a possível eficácia da fosfoetanolamina (comprimido, cápsula, intravenosa). Estas etapas estão contempladas neste primeiro aporte de R$ 2 milhões do MCTI.

Se aprovada nestes testes, ela passará a ser administrada em seres humanos, para comprovar sua possível efetividade, na chamada fase 1. É nesta etapa que são avaliados os efeitos colaterais em seres humanos e qual a dosagem adequada para tratar a enfermidade. Na fase 2, a fosfoetanolamina poderá ser ministrada a portadores da doença, para nova etapa de avaliação da medicação no tratamento do câncer. Em caso de sucesso, os resultados serão comparados com outros tratamentos e, se avaliado como positivo, poderá ser disponibilizado para produção

Ainda que os resultados atestem a eficácia da fosfoetanolamina, é preciso seguir as diretrizes de produção farmacêutica definidos pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "A resposta, para ser digna para a sociedade, tem que ser completa. Não podemos abrir mão de princípios éticos. Temos que seguir os processos da Anvisa. Sem ética, não se faz ciência", afirmou o diretor do NPDM, Odorico Moraes. 

Comitiva

Um grupo de 12 deputados federais, membros da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados, compareceu à reunião do grupo de trabalho sobre a fosfoetanolamina. Eles dialogaram com pesquisadores e representantes do MCTI, do MS e da Anvisa para conhecer o procedimento de pesquisa da substância.

Líder do grupo, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) demonstrou apoio à iniciativa conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. "Apoiamos decididamente o trabalho que vocês vão fazer e queremos ajudar", ressaltou o parlamentar. 

Também participaram da reunião os deputados federais Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), Carmem Zanotto (PPS-SC), Dr. João (PR-RJ), Dr. Sinval Malheiros (PV-SP), Dulce Miranda (PMDB-TO), Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Laura Carneiro (PMDB-RJ), Leandre Dal Ponte (PV-PR), Misael Varella (DEM-MG), Raquel Muniz (PSC-MG) e Zenaide Maia (PR-RN).


Além deles, compareceram a secretária executiva do MCTI, Emília Ribeiro; o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento da Pasta, Jailson de Andrade; o chefe de gabinete do Ministério, Carlos Azevedo; a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde, Márcia Luz da Mota; e a superintendente de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Meiruze Souza Freitas.

NOTÍCIA: PLÁSTICA REPARADORA NO SUS PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Câmara aprova plástica reparadora no SUS para mulheres vítimas de violência
(18/11/2015 - Agência Brasil)

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A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou hoje (18) proposta que determina a realização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher.

Relatora na CCJ, a deputada Tia Eron (PRB-BA) apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da proposta – Projeto de Lei (PL)123/07, do deputado Neilton Mulim (PR-RJ) –, bem como das emendas apresentadas do Senado Federal. O texto original foi aprovado pela Câmara em abril de 2009.

O Senado trocou a expressão “cirurgia plástica reparadora a mulheres vítimas de violência”, prevista no texto original, por “cirurgia plástica reparadora de sequelas de lesões causadas por atos de violência contra a mulher”.

Outra emenda do Senado corrige erros de redação, substituindo a palavra “edição” por “publicação”, uma vez que as leis são publicadas e não editadas.
O Senado também acrescentou a possibilidade de os gestores serem punidos, caso deixem de cumprir com a obrigação de informar as mulheres vitimadas por violência sobre seus direitos.

* Com informações da Agência Câmara.

Edição: Armando Cardoso

DIGA NÃO! 
À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, 
OU QUALQUER OUTRO TIPO DE VIOLÊNCIA!

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